Coisas que não fazem mal

Por volta de 2011/12 escrevi seis pontos que me serviriam como balizadores para o autodesenvolvimento. Na hora de dar um título, incerto sobre os efeitos positivos, ou melhor, sobre a univocidade positiva destas afirmações, optei por chamá-las de Coisas que não fazem mal, por que, mesmo que eu não tenha certeza de que elas façam bem, acho que mal, elas também não fazem. Aqui, cada tópico será usado como tema para um desenvolvimento maior.


Coisas que não fazem mal

1      Exercitar os sentidos. Antes de cobrarmos mais do mundo, deveríamos cobrar mais de nossa própria capacidade de interlocução com o mundo. Cada coisa possui uma gênese. Sempre podemos aprender com este processo.

2      Exercitar nossa gentileza. Devemos fazer isso sabendo ouvir as demandas alheias e aprender a lidar com as diferenças. Assim lutando e prezando pelas divergências e pela existência plural entre o eu e o outro e entre nossos diferentes eus.


3      Exercitar nosso corpo. Sua resistência, sua aderência, sua consistência e seu dinamismo. Só assim poderemos lutar pela nossa pluralidade e pela pluralidade do mundo.


4      Exercitar nossa capacidade reflexiva. Devemos pensar sobre nossas ações (positivas e negativas) e prezar por aquelas que julguemos construtivas. Não “matando o tempo”, mas agindo no sentido de um equilíbrio entre vontades e conquistas; entre fluxos e resistências; entre continuidades e desvios.


5      Devemos ser vários. Só sendo vários, e conscientes dessa multiplicidade, que poderemos exercitar diferentes interfaces com o mundo e engendrar diferentes experiências nele. Pela experiência crescemos.


6     
Devemos sempre querer nos desenvolver. Exercitar nossas virtudes e superar nossas limitações. Não de forma sofrível, mas com resistência, aderência, consistência e dinamismo. Assim nos satisfazendo com quem somos e primando por uma melhoria e uma satisfação. Só com satisfação própria é que teremos força e desejo de continuar.

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